quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Quem és?

Quem és?
Quem poderás ser?
Alguém, ninguém
Serei eu sentida também?
Não te conheço,
Quero conhecer, quero ouvir
O que tens para me dizer
De longe, para perto
Assim sinto que me é correcto
Não irei mais fingir
Estarei apenas atenta a sentir
Quero-te comigo.
Como meu amigo?
Como um perigo
Quem és?
És quem me chama
Mas porquê?
Quem serás?

sábado, 22 de outubro de 2011

Quantas vezes?

Abro os braços a quem me chama
A quem me ouve, a quem me ama
Quantas vezes sorri assim?

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Término de uma Lágrima.

Porquê?
Saber que nada mudou
Embora tudo assim tenha mudado
Abrir um livro de páginas pegadas
Por cada uma lida, cada uma rasgada
Pensar que sim, quando sempre foi não
Fechar a boca, não falar, não confessar
Não admitir, não amar
Fazer de conta, vivendo num abismo
No qual tanta dor, tanto egoísmo
Assim se notam, se transformam
Voltam a lutar
Ser levado na sombra, pelo medo engolido
Pela verdade que assombra
Um desejo tão perdido
Um amor tão esquecido
Nada mais sobra, tudo ficará pó
Renasce das cinzas aquilo que o tempo levou
Faz-se à estrada, um longo matagal
Por cada pisada igual, por cada afundanço
Sem qualquer balanço
Viras a próxima rua
Já não encontras nua
Essa mulher tão amada
Que em tempos rejeitada, se lançou à estrada
Caminhou pelas montanhas
Pelo tempo mais tenebroso
Que chorou rios de lágrimas
Lavando-as em folhas de árvores de Primavera
Sarou a sua ferida
Que toda ela comida
Despertou ao seu encanto
À sua paixão, ao seu mundo
Que tão profundo
Sorriu abertamente, ardentemente
Cansaço, pura exaustão
Foram as marcas varridas
Agora nunca relembradas
Agora para sempre esquecidas.

domingo, 18 de setembro de 2011

Carta de Amor.

Escrevi
Uma carta de amor, sorri
Loucuras, palavras
Borrões de tinta rasgados
Nos lábios pintados
Escrevi
Continuei a escrever
Pensava assim
Não te quero perder
Tentaria eu mudar a cor
Passar linhas rectas
Bebendo licor
Escrevi novamente
Consoante a corrente
Que tão fortemente
Me afastava de ti
Escrevi
Pensando em ti
Fugiam-me as letras
Voavam as palavras
As frases tão soltas
Quanto as minhas mágoas
Escrevi
Quem era eu para ti
Uma caixa de segredos
Assim escondi
Parti
E escrevi
Saudades imensas
Cartas reabertas
Longe das espreitas
Das batidas fortes
Do meu peito e dos meus cortes
Escrevi
Escrevi, li
E então…sorri
Aquilo que não poderá ser meu
Será meu, para ti.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Amanhã.

Sou senhora, assim serei
Com os ventos aprendi e aprenderei
Longe de tudo, pude sonhar
Guardo um recanto
Para continuar a amar
Saudade do que era meu
No meu caminho de mulher
Continuo criança
Continuo a crescer
Faço os meus traços
A minha gratidão
Os caminhos perdidos
Que breve se encontrarão
A minha saudade, o meu prazer
Aquilo que esqueço
E nunca vou esquecer
Faz parte de mim, são tantas palavras
Dou por mim perdida
Nas infinitas escadas
Quem sou ou serei eu?
Uma mulher nua
Um pedaço de alguém
Uma forte maré cheia
Sem que ninguém atormente
Faço-me peça a peça
Construo o meu castelo
Não olho para trás
Nada mais me trás
Do que aquilo que será meu
Não fujo, não me escondo
Não tenho curso certo
Mantenho-me para mim
Vivo então assim
Sabe-me tão bem, este meu recanto
Onde penso, onde quero
Onde nada me custa tanto
Entrego-me ao desconhecido
Paredes me oiçam, sem ouvido
A liberdade de conhecer
Aquilo que mereço
Aquilo que acontecer.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Como esquecer?

Como odiar alguém
A quem tanto amamos
A quem tanto desejamos
Com todo o amor que temos, que mantemos
Com toda a saudade que sentimos
Mesmo sem retorno,
Sem qualquer possível contorno
Como chamar alguém
Que tanto mal nos fez
E nos faz e fez outra vez
Sentir falta do que nos magoa
Querer aquilo que nos derruba
Que nos faz chorar até morrer
Que nos despreza com intenção e crer
Como acreditar no que não existe?
Sentir que o medo persiste
E que o amor resiste
Como tentar afastar
Aquilo que mais temos para amar
Como tentar ver aquilo que nos faz
Pouco a pouco, morrer
Como trazer a nova luz.
Se uma outra continua acesa
Como correr para longe e fugir desta tristeza?
Aquela dor tão intensa
Tão cega quanto uma doença
Aquilo que fere o coração
Sem piedade ou perdão
Como esperar o nunca?
Guardar o maior sorriso
É como que não ter juízo
Numa tremenda fuga
Como esconder a mágoa
Tão antiga mas tão persistente
Sinto-me doente
De te ter tão presente.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Ainda.

Ainda penso em ti
Mas penso apenas em mim
Fugida do que seria uma história
Mais uma história de encantar
De onde nada poderia aparecer
Ou simplesmente novamente
Poder-se-ia afogar
Ainda gostava de te abraçar
Sentada, num recanto
Onde sobre estrelas num manto
Te poderia voltar a olhar
Mas tudo seria miragem
De uma imagem, que há muito partiu
De uma lembrança guardada
Algo desapareceu
Ficando quase nada
Ainda penso em ti
No que podíamos ser
Mas nada mais existe
Não sabendo o que és
Sabendo o que sou
Nada mais posso fazer
Acreditei um dia
Que tudo podia acontecer
Hoje, despeço-me, guardo em mim
O teu rosto no meu mundo
Longe estarei de te esquecer
Lembrar-me-ei…até morrer.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Nada Voltará.

Num mundo perdido
Ficaria eu sem sentido
Ao ver-te?
Se são vozes que me seguem
E sentimentos que me perseguem
Não sei o que espero ou procuro
Sei hoje ao que me seguro
Na tentação concentrada
Numa brisa que vale nada
Largo-me do que nada foi
Quando pensava eu ser tudo
Quero comigo a nostalgia
Uma fonte de alegria
Talvez nunca veio
Nem nunca viria.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Adeus.

Nada mais posso dizer, do que fizeste desaparecer
Continuei a sonhar alto,
Sempre pensei que o amor não medisse tempo
Nem vontade
Sempre imaginei que tudo fosse realidade
Agora começo a entender
Começo a perceber o que nunca quis ver
Despedidas, nunca
Mas para mim o que foi
Nunca mais voltará a ser
Quebraste a corrente que me unia
A longa estrada que caminhei, e não queria
Adeus
Talvez…até um dia.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Sou e Serei.

Sentimento imenso que devasta em mim
Longe estarei de me sentir assim
Uma força imune ás portas mais chegadas
Outrora fim do mundo, hoje chamadas
Lanço aquilo que mais me queima
Fico-me pelo sol e pela nuvem passageira
Troco nada pela liberdade, pela constante lealdade
Mas sopro vento que me bate na face
Recuso o que perdi, o que um dia esqueci
Finjo desapego, sei o que espero
Porque me afasto, me junto ou alcanço?
Aperta-me o coração de me ferir comigo mesma
Mas o que a razão escolhe nem sempre ao sentimento pertence
O que sinto e faço, nem sempre a razão conhece
Ligar-me aos fios do mais distante que posso encontrar
Sonhar e acordar, com o mesmo sonho
A mesma forma de pensar
Quero manter aquilo que um dia realizei
Aquilo que um dia me lembrei
Aquilo que sou, sempre serei.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Sonhadora Pensadora.

Procurei novas imagens
Novas formas de prazer
Sonhei tão longe quanto pude
Fiz o que queria fazer
Saltei tão alto quando consegui
Em minutos e segundos vivi
Trouxe o que queria
Nem sempre levei o que merecia
Hoje sinto-me diferente
Sinto uma nova margem de ver
Um novo sentido de conhecimento
Que me completa, me dá e me mostra
Aquilo que tenho a fazer
Surjo nova e imune
Conquistadora e pecadora
Guardo o passado que me trouxe
Hoje sim, sei viver
Sou sonhadora
Serei eu isenta de pensamentos?
Nunca assim serei, serei amante dos sentimentos
Formo sentido ao que penso
Não abdico daquilo que amo
Nem tão pouco do que para mim desejo
Instalo o que tenho em mim
Em alguém, tão diferente
Sinto o que assim quis e cresci
E mais, virá com o vento
Longe estarão as ilusões
Aquilo que nunca entendi
Pouco me importa saber quem és
Nada me importa voltar atrás
E sofrer o que sofri
Falo ao desconhecido
Aquilo que me levantou do chão
Dou tempo ao tempo
E nada mais merecerá a minha mão
Não fujo do que escondo
Longe assim estarei
Viverei cada momento
Nada mais esquecerei
O meu mundo, a minha caixa
A minha forma de pensar
A vontade que tenho de receber
E receber tudo o que a vida me tem para dar.

domingo, 5 de junho de 2011

Amigo.

Nessa noite escura de Verão
Serei eu e a solidão
Sentadas na beira de uma janela
Num compasso de espera
E sem espaço para a razão
Vejo esse caminho
Onde caminho tão só
Serei eu e a solidão
Vastidão em pó
Aperceber-me do que me espera
Da noite tão fria e bera
Que me abandonou
E me chamou de fera
Partilhamos momentos de inquietude
De pausa e de virtude
Longe de onde estamos
Ainda mais de quem somos
Não me vejo sozinha, apesar da solidão
Vejo eliminada, toda e qualquer ilusão
Pois nada preenche o vazio
Senão eu…com a minha mão
Quem somos? Onde estamos?
Quem nunca pouco saberá
Sei que procuro o que sozinha consigo
Uma imagem, uma sombra
Um verdadeiro amigo.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Quero, Sinto e Faço.

Manhã seca e solarenga
Abro a janela do quarto
Olho no mais profundo
O meu distante sonho
Alguma vez procurado
Faço-me acompanhar
De perfeitos pensamentos
Esses tão únicos
Tão esperados, cheios de sentimentos
Talvez hoje ou noutro dia
Novamente alguém me sorria
Venho esperar por esse Sol
Como um brilho de outro dia
Nasço e renasço
Cada noite e cada madrugada
Serei tão esperada?
Fogem-me os pensamentos
De vez, sem tormentos
Hoje sei o que quero
Solto o meu coração
Pois nunca o fiz em vão
O que sinto assim o farei
Sem razão
Ou explicação.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Palavras.

Palavras?
São em vão
Frias … sem perdão.
Voam com o vento
Esse sopro tão lento
E tão perdidas
De tão esquecidas
Contam histórias
Serão memórias?
Porque as ditas, sabendo o que sabes
Porque não inspiram confiança,
E muito menos
Mudança?
Não sinto
Não oiço
Não minto
Acredito no que sinto
O que sinto é mudo
Escuto o que acredito
Pois tudo o resto é surdo.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

O Meu Caminho.

Lembranças e memórias
Tão vagas quanto a solidão
Nada mais posso dizer
Sei que tudo será em vão
Liberto-me deste mundo
Desta inocente escuridão
Deixo a porta bater
Sem regressar nesta ilusão
Não mais quero perder
Sentir ou fazer esquecer
As coisas são o que são
Fugir faz-me sentir
Querer perdoar ou regredir
Lamento o que não fiz
Mas hoje parto sem destino
Nego o que posso esperar
Ou mesmo o que posso relembrar
Cansada e sonhadora
Assim continuarei a andar
Serei levada pela corrente
Que me fará seguir e amar
Nada mais importa, somente a minha alma
Farta de canções de amor
Que de tudo, não valem nada
Porei a minha vida na minha mão
O meu caminho será sempre meu
E a história assim me compete
Pois nada mais será
Do que o meu próprio coração.

sábado, 14 de maio de 2011

Desejo.

Não sei o que fazer
O que tentar ou perceber
Sentir-me perto da verdade
E tão mais da vontade
Caminho sozinha,
Caminho sem destino
Tão perdido quanto eu
O pensamento de cada passo
Traçar tudo o que faço
Não sei o que dizer
A rota marca a consciência
Sinto-me esquecida,
Lanço os dados em vão
Procuro uma razão
Que me faça abandonar
O desejo que incessantemente permaneceu
Dentro do meu coração.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Com Um Só Beijo.

Juro que te amo
Saberei mais dize-lo?
A longa e curta vontade
A constante duvida banida
De toda e qualquer verdade
Juro que te quero
Que mais posso fazer?
Nem a chuva nem o Sol
Me farão, a ti, esquecer
Juro que te vejo
No próximo sonho vazio
Que me esconde na mão
Tão quente, mas frio
Sentir-me-ás na neblina
Que esconde o que sentimos e somos?
Quem serás tu para me dizer
O que posso sentir e perder?
Não fujo da verdade, mas sim da ilusão
Dói-me saber que és tu
Em noites frias assim te desejo
Longe do que posso, assim permaneço
Assim me despeço
Com um só beijo.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Sofri.

Não compreendo, não tento compreender
Prefiro esconder-me, atrasar-me
Libertar-me dessas guerras
Que assim me esmagaram
Fortes tempestades em tão pequenos espaços
Longe de qualquer forma ou olhar
Longe de tudo
Ingenuidade chega ao mais pequeno traço
Fugir do que penso, do que faço
Limitar o sentimento a palavras vagas
Dicotomia vazia, não morre
Nada a perder e ter tudo por segurar
Acreditar no vazio
Imaginar o que perdi
Fala-me de palavras soltas
Dir-te-ei o que sofri.

domingo, 24 de abril de 2011

Nunca Poderei Mudar.

Encontrei-me na esperança
De me esquecer o que é a mudança
Falei de feitos e memórias
Contei a mim mesma falsas histórias
Com escassa segurança
Perdi-me na solidão da minha alma
Conquistei alegria e mágoa
Seguindo sempre um caminho de bonança
E essa mudança
Que nada mudou
Facilitou-me as escolhas e assim ficou
Anoiteceu tarde e brilhou no céu
Tapou-me a vista
Definiu-me uma conquista
De que tudo valeu
E então essa ausente mudança
Sem que eu pedisse, assim permaneceu
Como quando eu queria que tu fosses meu
Longe do que desejava
Ainda mais longe de quem mais amava
Assim nunca chegou a mudar
Aquilo que mais queria
Que nunca poderei mudar.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Multidão.

Movem-se ventos e distâncias
Sem quaisquer mentiras ou esperanças
Longe de todo o pesadelo tornado
De um longo e intenso passado
Fintam-se marés a alcançar
Sonhos e realidades por encontrar
Noites calmas e vagas
Como névoa e sol juntando
Numa passada leve e calma
Sem pensar ou poder, sem continuar a esquecer
Chorar gritos de amor e paixão
Fortes ligações sem conseguir perdão
Encontrar a paisagem que iluda essa miragem
Fontes de calor intenso por frio gélido
Largas escalas de saudade em vão
Longe de quem amas
Perto de quem chamas
Sentes o que queres e que olhas
Sentes dentro de ti
Dentro do teu coração
Que por muito que avance
Estarás na multidão.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Mudaste.

Mudaste
Os teus olhos não são os mesmos
As palavras são vagas
E os pensamentos neutros
Fugiste
Tornaste-te igual
Igual a outra coisa
Diferente de tudo o resto
E assim te transformaste
Em ouro e ferrugem ao mesmo tempo
Sem dar conta de que o vento
Levar-te-ia a outra margem
E esperaste
Não o suficiente para me olhares
Nem o excelso para me ouvires
Mas o tempo certo para te afastares
Dentro dos teus feitos
E das tuas vontades
Nas quais, guardas tuas liberdades
Mudaste
Já não sei quem tu és
Ou quem poderás ser
Sei que um dia, quando morrer
Conseguir-te-ei esquecer.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Guarda-me.

Guardas o que de dentro
De dentro podes guardar
Sonhos, pensamentos e momentos
Que de sítio nenhum, podem escapar
Guardas esse sentimento
Essas palavras daquele instante
Voas alto mas falas distante
De lado nenhum poder-te-ia ver
Fazes-me acreditar que nem tudo é esquecer
Lado a lado e cabeça erguida
Mergulhamos orgulho em alma sofrida
Longe de todos mas perto de nós
Fazemos desta história um caminho
Nunca percorrido sozinho
Na imensa solidão
Aceitas dizer que sim, mesmo que ainda em vão
Abraçar-te com o peso da parte que não esqueci
Querer-te com o desejo que nunca esqueço e esqueci
Amo-te com o coração
Que há tempos, perdi.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Confiar.

Jurar uma palavra
Confiando num longo caminho
Sempre visto de fora
Quase sempre sozinho
Abanando a bonança
Que assim pôde encontrar
Desafiando o futuro
Para onde possa prometer
Quando puder confiar
Chorar palavras soltas
E por dentro, nunca acreditar
Lembrar o que por ti sofro
Ou esquecer e voltar a andar
Nem eu sou assim tão forte
Que não precise de partilhar
Sinto por fora o calor
Mas por dentro
Gelo o coração
De tanto te desejar
De tantas maneiras vivi
De quantas palavras menti
Foram longas as noites
Que confiei no teu coração
Que esperei por ti
E com tantas frases quebradas
E de estradas abandonadas
Por dentro confio
Mas de nada sabe a confiança
Pois toda a esperança
Me pôde abandonar
Para um dia mais tarde
Te poder voltar a amar.

domingo, 27 de março de 2011

Tudo Pode Encontrar.

Sonhei andar perdida
Por vezes esquecida
Sem nunca me encontrar
Como uma lembrança de alguém
Como um olhar de ninguém
Andei por essa estrada
Cheia de razão e de nada
Com tudo na minha vida
Sonhei poder correr
Ver até onde os ventos me podiam levar
E se a meio caminho, me largavam
Me esqueciam e me abandonavam
Ouvi esse sopro
Essa hipótese de sonhar mais alto
E no momento inesperado
Criei algo mais doce
Eram memórias distantes
De sonhos passados
Sonharia eu com alguém
Ainda que fosse para além
Dos meus desejos mais procurados
Troquei as lágrimas por sorrisos
As recaídas por avisos
Não mais voltarei a procurar
Pois nada procura o amor
E o amor tudo pode encontrar.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Esquecer-te.

Frieza que desvanece
Como que uma bola de neve
A força que já não existe
E o sentimento que persiste
Amanhã serei eu
Outro dia serias tu
Calma e serenidade
Quanto a força de liberdade
A corrente que se parte
Sem qualquer força por dentro
A partida de um embate
Como que num barco navegando
E assim naufragando
Assim como a tua lealdade
Juras de amor eterno
Mentir a palavras ditas
Como um fogo extremo
Noites quebradas pela luz da Lua
Fortes ruídos que ouvi
Dentro da tua casa, na nossa rua
Hoje desapareces
Desvaneces tão esquecido
Ainda sinto por ti
O que por mais vezes
Sentia tão perdido.

terça-feira, 22 de março de 2011

Pai.

És a luz dos nossos olhos
A nossa alma quando perdida
Que quando o coração bate
Nunca está esquecida
És a nossa música
O nosso timbre, o nosso ritmo
A nossa forma de ouvir
Que dá asas a uma nova forma de sentir
Sabes o que sabes
Sabes o que sabemos
Sabemos como sabes
Que nunca te esqueceremos
Sonhamos mais alto
E mais alto te encontras
Serás sempre o nosso guia
A nossa maior forma de alegria
Ensinaste-nos a verdade
Juraste-nos lealdade
Sentimos a tua falta
Esperamos a tua presença
E a ti te prometemos
Que por muito tempo que passe
Para sempre, amar-te-emos.

O que Fomos e o que Seriamos.

Sei que por amor falhei
Por sonhos arrisquei
Por amizade dediquei
E por verdade abdiquei
Falei mais alto e gritei mais longe
Fingi ser o que não fui
Escorreguei e voltei a cair
Pintei algo sempre a sorrir
Virei costas ao passado sem nunca partir
Agarrei tantas oportunidades
Que me podiam fugir
Larguei tudo para me esconder
De tudo aquilo que me podia magoar
E de tudo aquilo que me fez sofrer
Assim se formaram as certezas
Formadas de muita vontade
Levadas as inocências
Reveladas pela verdade
Nos sonhos mais vividos
E nos desejos mais esquecidos
Vejo-te a ti em mim
Nos meus pensamentos mais temidos
Levo de nós a lembrança
De um dia poder recordar
O quanto te quero e te quis
O quanto ainda te poderia amar.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Os Tempos que Foram.

Simples é ver
O quanto podemos perder
Sonhando mais alto
Difícil é esquecer
Quem nos amou
E nos fez sentir amados
Entrega é a lembrança
De um remorso esquecido
Como que um pano de vidro
Descansando na bonança
Falar é supor
Partilhar as ideias e descobrir o calor
Acreditar e prejudicar
Quem nos lançou antes esse olhar
Fora as noites miséria
Que te transformaram
Os tempos passados
Os tempos esquecidos
Nos quais sonhei e gritei
Como tempos perdidos.

terça-feira, 8 de março de 2011

Somos Nós.

Somos nós
A entrada sem fundo
Com caminhos sem margem
Feitos de vida e miragem
Onde tudo é paisagem
Somos perfeitos e direitos
Somos mágoa com defeitos
Sentimos na nossa alma
Mas nunca com a mesma calma
Somos feitos de mexericos
De anedotas e namoricos
Somos sangue de ninguém
Pessoa de quem?
Feitos de amor e saudade
Aspiramos liberdade
Nunca queremos e nunca podemos
E aí, então, o fazemos
Somos feitos de bondade
E assim crescemos
Somos um ser que se afoga
Sobe e volta à memória
Com os pés rasgados
Vivemos intensamente
Como um barco na corrente
Pois metade de nós é ouro
E outra nunca mente
Parte de nós muda
A outra manter-se-à permanente.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Partir.

Chorei no teu ombro
As lágrimas não correram
Deitei-as no rio mais perto
E aí desaguaram...e morreram,
Chorei na tua face
Sentia-me tão segura
Sei que procuro contigo
Algo que ninguém mais procura,
Chorei na tua mão
Chorei sem perdão
Nunca antes perdoada
De pertencer ao teu coração,
Chorei no teu peito
Como sinal de respeito
Para me sentir amada
Como nunca ninguém me amou,
Parto agora pela estrada
Que, tão longe e magoada,
O vento viu e levou.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Tu e Eu.

Ainda te recordas?
Quando o mundo era demasiado pequeno para nós
Quando o que tínhamos não chegava
Quando tu me dizias que me amavas.
Ainda consegues relembrar?
Os momentos passados sem cansaço
Os beijos dados sem nunca esperar
As noites quentes a teu lado
Quando tudo fazia sentido
E nada era Passado
Lembras-me quando te recordo
Ainda vives quando durmo
Reapareces quando sonho
Ainda nos imaginas nesse pequeno canto?
Num recobro, num espaço só nosso
Amo-te mais do que posso
E a despedida será sempre despedida
Foges como podes, escondes-te
Ainda te lembras de mim?

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Sou e Serei Criança.

Sou e serei criança
Serei sempre humilde de esperança
Sonho acordar um dia
Ver-me a mim dentro de uma lembrança
Sou e serei criança
Escondida entre cada momento
Não pensando no sentimento
Que me faz sofrer, mais tarde, por dentro
Sou e serei criança
Vivendo num mundo imaginário
Sempre querendo o contrário
E cavando brinquedos perdidos
Como quem nunca olhou para o mar
Sou e serei criança
Em cada olhar estará essa presença
Essa forma de ser amada
Mais um caminho
Numa breve jornada.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Amo-te.

Espalho as tuas palavras no meu pensamento
Ainda que memórias, padecendo
Escrevo o teu nome nas histórias do meu passado
Lembro-me de ti, como um dia relembrado
A saudade do teu cheiro, do teu carinho
O que não morreu pelo mesmo caminho
O teu beijo na face, o teu olhar perdido
Mas nunca esquecido
O sonho tornado realidade, mas nunca a verdade
Ainda te quero e sinto, ainda te desejo
Num simples cruzar, ainda tremo
Finjo que não te vejo, com a esperança
De um dia te esquecer
Choro nostalgia e volto a nascer
Porque um dia, sei que te vou perder
Fala-me de contos
Falar-te-ei de momentos
Como me sinto esquecida
Amo-te, não um dia
Mas o resto da minha vida.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Eu fiz, faço e farei.

"Eu,
Já perdoei erros quase imperdoáveis,
Tentei substituir pessoas insubestituíveis
E esquecer pessoas inesquecíveis.
Já fiz coisas por impulso,
Já me decepcionei com pessoas
Que nunca pensei poderem decepcionar-me
Mas também decepcionei alguém.
Já abracei pra proteger,
Já me ri quando não podia,
Fiz amigos eternos,
Amei e fui amada,
Mas também já fui rejeitada,
Fui amada e não amei.
Já gritei e saltei de com enorme felicidade,
Vivi um amor inesquecível,
Fui magoada muitas vezes!
Já chorei a ouvir música
E a ver fotos
Já liguei só pra ouvir uma voz,
Já me apaixonei por um sorriso,
Já pensei que fosse morrer de tanta saudade
Já tive medo de perder alguém especial.
Mas vivi! E ainda vivo!
Não passo pela vida...
O melhor é ir à luta com determinação,
Abraçar a vida e viver com paixão,
Perder com classe e vencer com ousadia,
Porque o mundo pertence a quem se atreve
E a vida é muito importante
Para ser insignificante."

(texto modificado)
Por: Desconhecido

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Loucura.

Uma força que nos suporta
Como um impulso rasgado
Sentimo-nos potentes, vivos
Com a nossa loucura
Amor e desgosto
Como por um encosto
Situado nalguma rua
E prevenimo-nos de imediato
Servimos mais um pouco
De pura ignorância
E damos valor à distância
Como um silêncio apagado
Sorrimos e sentimos
Amamos e perdoamos
Esperamos quem desejamos
Queremos quem mais amamos.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Que a força do Medo seja a Força do Sentir.

"Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo que acredito não me tape os ouvidos e a boca.
Porque metade de mim é o que eu grito, mas a outra metade é silêncio.

Que a música que eu ouço ao longe seja linda, ainda que triste.
Que o homem que eu amo seja sempre amado, mesmo que distante.
Porque metade de mim é partida e a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta a uma mulher inundada de sentimento.
Porque metade de mim é o que eu ouço, mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que eu mereço,
Que essa tensão que me corroe por dentro seja um dia recompensada.
Porque metade de mim é o que eu penso e a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste, que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto o doce sorriso que eu me lembro de ter dado na infância.
Porque metade de mim é a lembrança do que fui, a outra metade eu não sei..

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria para me fazer aquietar o espírito.
E que o teu silêncio me fale cada vez mais.
Porque metade de mim é abrigo, mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta, mesmo que ela não saiba, e que ninguém a tente
Complicar porque é preciso simplicidade para fazê-la florescer.
Porque metade de mim é a platéia e a outra metade, a canção.

E que minha loucura seja perdoada.
Porque metade de mim é amor e a outra metade...também."


Por: www.templodapoesia.hpg.com.br/metade.htm

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Caminhante.

Que os ventos me levem para onde mais sopram
Que as instáveis ondas do mar naveguem para o mais fundo horizonte
Que o Sol brilhe ainda mais
E que a Lua o acompanhe
Que os dias passem e as noites permaneçam
Que as vontades nunca se vão
Assim como os desejos do coração
Que o amor se consiga para lá do impossível
Que eu chegue ao topo e possa subir ainda mais
E quando chegar, ainda mais poder subir
Que as manhãs se transformem num anoitecer
Que o céu se abra e que a janela nunca se feche
Que a minha alma cansada nunca se canse
Ou desista
Que os sonhos atravessem os possíveis
E que as ilusões permaneçam ilusões
Que um abraço possa significar tudo e todos
Que um amigo seja sempre um companheiro
E que uma pessoa seja sempre mais um caminho
Que as portas permaneçam entreabertas
Para quando assim partir, ter mais por onde escolher
Para que nunca me perca, onde eu estiver
Que assim eu consiga alcançar o que nunca alcancei
E que, com lágrimas nos olhos, agradeça onde cheguei
Que o fruto da minha inspiração nunca desapareça
Que a minha alma nunca padeça
E se assim for, se levante sem medo ou pavor
Que os meus olhos consigam visualizar e observar
Consigam ver e talvez esquecer
Sou uma caminhante errante entre um caminho distante
Vou levar a minha vida
Vou leva-la avante…

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Divergência.

É o espaço e a distância
Entre a pura ignorância
É o tempo perdido e esquecido
Que nunca mais pôde ser reerguido
É a mágoa e a tristeza
Onde nunca houve certeza
E o sentimento vem e volta
Não mais quer ficar
Talvez nunca me abandonar
E o que venho a sentir
E o que vem a persistir
É o que continuo a imaginar
E nunca querer largar
Choro e sorrio
E vou avançar.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Sonhar até Acordar.

Criámos um mundo só nosso
Era de pedra, forte como pedra
Suficientemente rijo
Para nunca ser abatido
Era de lã, suave como lã
Para juntos nos deitarmos
Até à próxima manhã
Era de fogo, persistente como fogo
Para que podesse arder
Até o próximo amanhecer
Era como música, suave como música
Para que essa melodia
Nunca perdesse a sua sinfonia
Era doce, como um beijo
Para começar num abraço
E perder-se num desejo
Era o que mais queríamos
Era como o que queríamos
Um mundo contigo, um mundo nosso
Onde podíamos sonhar
Sonhar até acordar.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Nostalgia.

Senta-te comigo
Sentes o que eu sinto?
Aquele perfume do nosso abraço
Aquele sabor do nosso beijo
Lembras-te?
Do nosso carinho, da nossa alma
Da paz sentida e ressentida
Dos caminhos atravessados
Nunca cruzados
E agora relembras-te?
Das noites contigo
Dos dias cinzentos
E das manhãs tão claras
Das tardes tão pintadas
Das discussões travadas
E pensa...
Nas palavras guardadas
Das faces coradas
Quando éramos nós
Ainda imaginas?
As nossas conversas fiadas
De momento acabadas
E pouco relembradas
E agora, olha para mim
Sente esta alegria
Que apesar de tudo
O vento ter levado
Para mim, estará sempre aqui
Nesta enorme nostalgia.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Mágoa.

Este sentimento
Que tanto guardo por dentro
E fico sempre atenta
Para quando ele chegar
Fico-me no canto
Cantando as minhas canções
Suspirando mil perdões
Por alguém que não vi mais voltar
As noites esquecidas
E os dias tão contados
Foram meias medidas
Que cometaram tantos pecados
Enches de ausência a tua voz
Falas tão ruidosamente
Saí de um sonho esquecido
Que noutr'hora era alguém tão doente
Enfim sós, como diziam
Lá de longe na rua gritava
Quanto mais profunda era a dor
Menos lágrimas eu derramava
Assim me fiz alguém
Que nunca mais voltou
Sentiu no seu coração
Quem mais fundo lhe magoou.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Esquece.

Fecha os olhos
E esquece tudo o que sabes
Esquece tudo o que conheces
E tudo o que percebes
Esquece o que passaste e sentiste
Esquece o que somos e podemos ser
Esquece o medo de vir a perder
As lágrimas, os sorrisos e as lembranças
Esquece todas as esperanças
Que desaparecem ao amanhacer
Iludem ao anoitecer
Esquece desde hoje até amanhã
Esquece o que podia acontecer.