Escrevi
Uma carta de amor, sorri
Loucuras, palavras
Borrões de tinta rasgados
Nos lábios pintados
Escrevi
Continuei a escrever
Pensava assim
Não te quero perder
Tentaria eu mudar a cor
Passar linhas rectas
Bebendo licor
Escrevi novamente
Consoante a corrente
Que tão fortemente
Me afastava de ti
Escrevi
Pensando em ti
Fugiam-me as letras
Voavam as palavras
As frases tão soltas
Quanto as minhas mágoas
Escrevi
Quem era eu para ti
Uma caixa de segredos
Assim escondi
Parti
E escrevi
Saudades imensas
Cartas reabertas
Longe das espreitas
Das batidas fortes
Do meu peito e dos meus cortes
Escrevi
Escrevi, li
E então…sorri
Aquilo que não poderá ser meu
Será meu, para ti.
domingo, 18 de setembro de 2011
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Amanhã.
Sou senhora, assim serei
Com os ventos aprendi e aprenderei
Longe de tudo, pude sonhar
Guardo um recanto
Para continuar a amar
Saudade do que era meu
No meu caminho de mulher
Continuo criança
Continuo a crescer
Faço os meus traços
A minha gratidão
Os caminhos perdidos
Que breve se encontrarão
A minha saudade, o meu prazer
Aquilo que esqueço
E nunca vou esquecer
Faz parte de mim, são tantas palavras
Dou por mim perdida
Nas infinitas escadas
Quem sou ou serei eu?
Uma mulher nua
Um pedaço de alguém
Uma forte maré cheia
Sem que ninguém atormente
Faço-me peça a peça
Construo o meu castelo
Não olho para trás
Nada mais me trás
Do que aquilo que será meu
Não fujo, não me escondo
Não tenho curso certo
Mantenho-me para mim
Vivo então assim
Sabe-me tão bem, este meu recanto
Onde penso, onde quero
Onde nada me custa tanto
Entrego-me ao desconhecido
Paredes me oiçam, sem ouvido
A liberdade de conhecer
Aquilo que mereço
Aquilo que acontecer.
Com os ventos aprendi e aprenderei
Longe de tudo, pude sonhar
Guardo um recanto
Para continuar a amar
Saudade do que era meu
No meu caminho de mulher
Continuo criança
Continuo a crescer
Faço os meus traços
A minha gratidão
Os caminhos perdidos
Que breve se encontrarão
A minha saudade, o meu prazer
Aquilo que esqueço
E nunca vou esquecer
Faz parte de mim, são tantas palavras
Dou por mim perdida
Nas infinitas escadas
Quem sou ou serei eu?
Uma mulher nua
Um pedaço de alguém
Uma forte maré cheia
Sem que ninguém atormente
Faço-me peça a peça
Construo o meu castelo
Não olho para trás
Nada mais me trás
Do que aquilo que será meu
Não fujo, não me escondo
Não tenho curso certo
Mantenho-me para mim
Vivo então assim
Sabe-me tão bem, este meu recanto
Onde penso, onde quero
Onde nada me custa tanto
Entrego-me ao desconhecido
Paredes me oiçam, sem ouvido
A liberdade de conhecer
Aquilo que mereço
Aquilo que acontecer.
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