Não partas
Sei tudo
Como o vento que faz voar
Não sigas por ilusão
Um sentimento perdido
Sem explicação
Uma vontade tentadora
Mais do que qualquer razão
Não olhes para essa miragem
Tanto mais seria uma viagem
Sem compreensão
Não mais caminhes nesse sentido
Onde tudo e nada está perdido
Onde qualquer coisa faz sentido
Não atices essa mentira
Que já nada partira
Onde muito está escondido
Onde jamais algo se pode revelar
Não escutes esse pensamento
Que te envolve, negro, por dentro
Que não escolhe e que não espreita
Não mais voltes
Nada mais existe, tudo só
Porque me falas?
Porque me escutas?
Parte e nunca mais te iludas
Pois a ilusão é apenas
O princípio da destruição.
sábado, 25 de dezembro de 2010
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Feliz Natal.
Mais um ano
Mais um dia, uma semana
Mais um capítulo
Uma voz, um abraço
Mais um beijo
Mais um adeus, uma lembrança
Carinho, ternura, ódio
Mais um choro
Mais um sorriso
Mais uma memória,
Mais tristeza, mais felicidade
Mais saudade
Mais uma verdade
Mais uma esperança
Uma página, um amigo, um desconhecido
Algo mais perdido
Mais uma vez
Mais um sonho
Mais um nome a recordar
Algo mais a esquecer
Mais um perdão, mais uma mão
Sempre algo mais
E um Feliz Natal…
Mais um dia, uma semana
Mais um capítulo
Uma voz, um abraço
Mais um beijo
Mais um adeus, uma lembrança
Carinho, ternura, ódio
Mais um choro
Mais um sorriso
Mais uma memória,
Mais tristeza, mais felicidade
Mais saudade
Mais uma verdade
Mais uma esperança
Uma página, um amigo, um desconhecido
Algo mais perdido
Mais uma vez
Mais um sonho
Mais um nome a recordar
Algo mais a esquecer
Mais um perdão, mais uma mão
Sempre algo mais
E um Feliz Natal…
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Perdido.
Perdi o teu olhar
Deixei-o na escuridão
Aquecendo cada gesto
Esfriando o meu coração
Perdi a minha palavra
Quando me tocaste
Quando senti o teu calor
E quando, depois, me beijaste
Tenho perdido cada momento
Cada memória me foi trazida
E com as palavras abertas
A tua mente nunca esteve perdida
Perdi quando me perdeste
Conquistei por te perder
Andas perdido em tão grande mentira
Como o dia em que te pude esquecer
Saudade e desejo tão dispersos
A mágoa, o sentimento em desgosto
Deixei eu os meus sonhos tão longe
Para um dia te poder encontrar
E sorrir no teu rosto
Sombras serão sempre sombras
E a dor que eu sempre sentir
Não será nunca por te deixar
Mas sim por te ver partir.
Deixei-o na escuridão
Aquecendo cada gesto
Esfriando o meu coração
Perdi a minha palavra
Quando me tocaste
Quando senti o teu calor
E quando, depois, me beijaste
Tenho perdido cada momento
Cada memória me foi trazida
E com as palavras abertas
A tua mente nunca esteve perdida
Perdi quando me perdeste
Conquistei por te perder
Andas perdido em tão grande mentira
Como o dia em que te pude esquecer
Saudade e desejo tão dispersos
A mágoa, o sentimento em desgosto
Deixei eu os meus sonhos tão longe
Para um dia te poder encontrar
E sorrir no teu rosto
Sombras serão sempre sombras
E a dor que eu sempre sentir
Não será nunca por te deixar
Mas sim por te ver partir.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Longe de Ti.
Longe de ti
Mas tão perto do teu coração
O mundo parou sem razão
E a voz ecoou sem perdão…
Longe de mim
Mas perto da verdade
Respondo desilusão e tranquilidade
Retiro a ilusão e descubro em mim
Uma nova realidade…
Longe de quem
Aos olhos de ninguém, desapareceu
E aos meus por muito tempo se esqueceu
E ao mesmo tempo, se perdeu…
Longe de um sonho
Que, há muito, fora eliminado
E que um dia será relembrado
Como pura memória e imaginação…
Longe de uma realidade
Que, tão perto da saudade,
Me levou estendida
Nesta arca perdida,
A que chamo coração.
Mas tão perto do teu coração
O mundo parou sem razão
E a voz ecoou sem perdão…
Longe de mim
Mas perto da verdade
Respondo desilusão e tranquilidade
Retiro a ilusão e descubro em mim
Uma nova realidade…
Longe de quem
Aos olhos de ninguém, desapareceu
E aos meus por muito tempo se esqueceu
E ao mesmo tempo, se perdeu…
Longe de um sonho
Que, há muito, fora eliminado
E que um dia será relembrado
Como pura memória e imaginação…
Longe de uma realidade
Que, tão perto da saudade,
Me levou estendida
Nesta arca perdida,
A que chamo coração.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Fogo.
Acendi uma Fogueira
Naquela manhã de Inverno
E senti o Fogo a segura-la
O quente que se espalhava
Como que nada atirava
E ateei o Fogo, mais do que esperava
As chamas invadiram o ar
Já nada mais podia pedir ou esperar
Era tudo o que queria e quis tentar
E ateei o Fogo, esse que não queimava
Que mais tarde se fez sentir, e logo me espantava
Ardia-me as mãos e os pés
Queimava-me e queimava-me outra vez
Não quis mais atear o Fogo,
Irreconhecível que estava e estalava
Agora que apenas por cinzas espreitava
Mas soube que em tempos me pôde aquecer
Deixou-me uma marca que nunca pude esquecer
Senti o seu calor
Senti-o na minha mão
Mas mais do que qualquer parte do corpo
Sentia-o no coração.
Naquela manhã de Inverno
E senti o Fogo a segura-la
O quente que se espalhava
Como que nada atirava
E ateei o Fogo, mais do que esperava
As chamas invadiram o ar
Já nada mais podia pedir ou esperar
Era tudo o que queria e quis tentar
E ateei o Fogo, esse que não queimava
Que mais tarde se fez sentir, e logo me espantava
Ardia-me as mãos e os pés
Queimava-me e queimava-me outra vez
Não quis mais atear o Fogo,
Irreconhecível que estava e estalava
Agora que apenas por cinzas espreitava
Mas soube que em tempos me pôde aquecer
Deixou-me uma marca que nunca pude esquecer
Senti o seu calor
Senti-o na minha mão
Mas mais do que qualquer parte do corpo
Sentia-o no coração.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Eu era Livre.
Voaram todas as barreiras
As correntes assim se afastaram
Eu era livre.
Podia agora sentir mais, viver mais
Conseguia reagir e formar
Sentia o meu coração crepitar
O que não era, assim se tornou
Sentimento tão forte
E ao mesmo tempo tão fraco
Podia ser eu comigo mesma
Podia ser quem eu quisesse ser
Persisti, resisti e nunca desisti
Assim se levantou aquela fortaleza
Devagar, por pura Natureza
Eu era agora o que sempre sonhara ser
Eu era livre.
As correntes assim se afastaram
Eu era livre.
Podia agora sentir mais, viver mais
Conseguia reagir e formar
Sentia o meu coração crepitar
O que não era, assim se tornou
Sentimento tão forte
E ao mesmo tempo tão fraco
Podia ser eu comigo mesma
Podia ser quem eu quisesse ser
Persisti, resisti e nunca desisti
Assim se levantou aquela fortaleza
Devagar, por pura Natureza
Eu era agora o que sempre sonhara ser
Eu era livre.
domingo, 21 de novembro de 2010
Please.
Desta vez, compus uma música de esperança para todos aqueles que saibam que o Amor e o Carinho nunca devem desaparecer, por muito forte que seja a queda.
Please
Take my hand
Hold it tight
And never let go
Please
Stay with me
Take my heart
And never let go
Your’re my breathe my ears
My sleeping dream
The one I share everything
I don’t know what this is
But I can tell you it’s for real
I feel the sparkle all over me
Hoping you can feel it too
Please
Take my hand
Hold it tight
And never let go
Please
Stay with me
Take my heart
And never let go
You’re my sun in the middle of a rainy day
You’re my hope when my dreams are so far away
You know how I feel and how you can make feel
I can’t be alone because I know you’re there
Your eyes and your words are so close to me
I’m so glad I’ve found you so please don’t leave me
Maybe one day we might be more than simple words
I wanna be with you
Please
Take my hand
Hold it tight
And never let go
Please
Stay with me
Take my heart
And never let go
Please share all the moments
All the simple thoughts you might want to tell me
Please give me all your fantasies
I’m here to confess
I’m here to confess
Please
Take my hand
Hold it tight
And never let go
Please
Stay with me
Take my heart
And never let go
Please
Take my hand
Hold it tight
And never let go
Please
Stay with me
Take my heart
And never let go
Your’re my breathe my ears
My sleeping dream
The one I share everything
I don’t know what this is
But I can tell you it’s for real
I feel the sparkle all over me
Hoping you can feel it too
Please
Take my hand
Hold it tight
And never let go
Please
Stay with me
Take my heart
And never let go
You’re my sun in the middle of a rainy day
You’re my hope when my dreams are so far away
You know how I feel and how you can make feel
I can’t be alone because I know you’re there
Your eyes and your words are so close to me
I’m so glad I’ve found you so please don’t leave me
Maybe one day we might be more than simple words
I wanna be with you
Please
Take my hand
Hold it tight
And never let go
Please
Stay with me
Take my heart
And never let go
Please share all the moments
All the simple thoughts you might want to tell me
Please give me all your fantasies
I’m here to confess
I’m here to confess
Please
Take my hand
Hold it tight
And never let go
Please
Stay with me
Take my heart
And never let go
sábado, 6 de novembro de 2010
Luar.
Se o vento cantasse
E a chuva falasse
Estarias agora a chegar
Dentro desse tempo cortante
Quem és tu?
Serás comigo neste sentido
Dominarás tudo comigo?
Agora que o vento se fixou
E mais nada prova ou provou
Que mais dirá esse tempo
Ou será não mais que um momento?
Um respirar, um sonho
Para ir ficando
Serás a minha nuvem
Ou serás o meu Luar.
E a chuva falasse
Estarias agora a chegar
Dentro desse tempo cortante
Quem és tu?
Serás comigo neste sentido
Dominarás tudo comigo?
Agora que o vento se fixou
E mais nada prova ou provou
Que mais dirá esse tempo
Ou será não mais que um momento?
Um respirar, um sonho
Para ir ficando
Serás a minha nuvem
Ou serás o meu Luar.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Como o Dia que te Vi Chegar.
Sabes abrir os olhos?
Conhecer as maiores fontes
Que o coração te oferece
Nas grandes distâncias
Que separaram a tua alma da minha
Tu ainda estas lá
Encostado, sorrindo
Nada mais importa, nada mais eu quero
Sentimento tão puro quanto o pão da madrugada
Moves-te tão lentamente
Ainda te chamo
Ainda te amo
As tuas mãos estão frias?
Tão frias como o teu coração?
Quero saber se de longe me conheces
Posso trazer todas as estrelas do mundo
Só para te voltar a ver brilhar
Pois o teu brilho, brilha em mim
Tens algo ao qual não consigo chegar
Traz-me esse fruto tão doce
Liberta-me da minha escuridão
Tudo há-de passar…
Nunca o sol brilhou tanto
Como no dia em que te vi chegar.
Conhecer as maiores fontes
Que o coração te oferece
Nas grandes distâncias
Que separaram a tua alma da minha
Tu ainda estas lá
Encostado, sorrindo
Nada mais importa, nada mais eu quero
Sentimento tão puro quanto o pão da madrugada
Moves-te tão lentamente
Ainda te chamo
Ainda te amo
As tuas mãos estão frias?
Tão frias como o teu coração?
Quero saber se de longe me conheces
Posso trazer todas as estrelas do mundo
Só para te voltar a ver brilhar
Pois o teu brilho, brilha em mim
Tens algo ao qual não consigo chegar
Traz-me esse fruto tão doce
Liberta-me da minha escuridão
Tudo há-de passar…
Nunca o sol brilhou tanto
Como no dia em que te vi chegar.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Aqui no meu Quarto.
Encontrei este poema no meio das minhas pastas. Sinceramente, penso que não sou eu a autora, mas achei que era motivo de publicação.
Repousa uma alma cansada
Num sossego de final de dia
Uma pausa na vida social.
Acolhedor e relaxante
Isento de pressões exteriores,
Espaço exclusivamente meu
Último reduto de ditadura pessoal
Salpicado de memórias, Conquistas e tristezas
Que ao longo destes anos
Tão bem me soube guardar.
Horas de pensamentos e reflexão
Partilha de abraços abertos.
Conhecimentos adquiridos, nervosismos amorosos
Loucuras e experiências insaciáveis
Uma travagem no percurso do dia
Revisão e análise minuciosa
Num perpétuo espaço de aconchego
Privilegiado à valorização da auto-estima.
Adormeço orgulhosamente só
Aqui no meu quarto.
Repousa uma alma cansada
Num sossego de final de dia
Uma pausa na vida social.
Acolhedor e relaxante
Isento de pressões exteriores,
Espaço exclusivamente meu
Último reduto de ditadura pessoal
Salpicado de memórias, Conquistas e tristezas
Que ao longo destes anos
Tão bem me soube guardar.
Horas de pensamentos e reflexão
Partilha de abraços abertos.
Conhecimentos adquiridos, nervosismos amorosos
Loucuras e experiências insaciáveis
Uma travagem no percurso do dia
Revisão e análise minuciosa
Num perpétuo espaço de aconchego
Privilegiado à valorização da auto-estima.
Adormeço orgulhosamente só
Aqui no meu quarto.
domingo, 12 de setembro de 2010
Quero é Viver.
Hoje quero postar algo um pouco diferente do que normalmente coloco no meu Blog. Posso dizer que talvez seja mais uma Letra de uma música que eu recentemente realizei, do que propriamente um poema. De qualquer forma, espero que gostem.
Sem hesitar, sem nada a provar
Sem esconder o que posso fazer
Sem restringir ou reservar, sem por defeitos ou julgar
Sem censuras ou medo de perder,
Sem receio do que posso esquecer e lembrar
Quero seguir e quero sentir
Continuarei sem nada a esconder
Palavras por posicionar
Gestos e momentos que não podem esperar
Hoje estou aqui, amanhã noutro lugar
Não tenho nada a esconder, nem nada a provar
Fortes correntes que lutam contra a maré
Sei que não posso esquivar mas continuarei de pé
Não vou mudar nem vou chamar
Tudo o que quero é nunca mais voltar
Os sentimentos mudam, amanhã é outro dia
Hei-de conseguir, vou-me esforçar
Pois tudo na minha vida
Hoje irá mudar
Parar de observar, pôr as coisas no lugar
Não quero saber nem por qualquer instante
Pois as pequenas coisas são o mais importante
Fingir emoções, passear acções
Dar voltas ao mundo sem perguntar
Não tenho de justificar ou sequer obrigar
Não tenho o direito de julgar ou confiscar
Não quero fraquezas, não quero ilusão
É pegar ou largar, é aceitar o não
Há sempre algo mais que posso fazer
Para mais e melhor é o que vou escolher
Nada mais importa,
Eu quero é viver.
Sem hesitar, sem nada a provar
Sem esconder o que posso fazer
Sem restringir ou reservar, sem por defeitos ou julgar
Sem censuras ou medo de perder,
Sem receio do que posso esquecer e lembrar
Quero seguir e quero sentir
Continuarei sem nada a esconder
Palavras por posicionar
Gestos e momentos que não podem esperar
Hoje estou aqui, amanhã noutro lugar
Não tenho nada a esconder, nem nada a provar
Fortes correntes que lutam contra a maré
Sei que não posso esquivar mas continuarei de pé
Não vou mudar nem vou chamar
Tudo o que quero é nunca mais voltar
Os sentimentos mudam, amanhã é outro dia
Hei-de conseguir, vou-me esforçar
Pois tudo na minha vida
Hoje irá mudar
Parar de observar, pôr as coisas no lugar
Não quero saber nem por qualquer instante
Pois as pequenas coisas são o mais importante
Fingir emoções, passear acções
Dar voltas ao mundo sem perguntar
Não tenho de justificar ou sequer obrigar
Não tenho o direito de julgar ou confiscar
Não quero fraquezas, não quero ilusão
É pegar ou largar, é aceitar o não
Há sempre algo mais que posso fazer
Para mais e melhor é o que vou escolher
Nada mais importa,
Eu quero é viver.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Chorei Lágrimas.
Tudo passou e tudo mudou
Chorei por lágrimas molhadas
Vivi a vida em torno de nada
Sonhei mais alto do que o pensamento
Vivi a vida em torno de um momento
Chorei lágrimas de felicidade
Quando tudo parecia uma realidade
Quando era a capa de uma parte de mim
Que desapareceu e teve um fim
Chorei lágrimas de desejo
Quando pedia um beijo
Sem sequer conseguir pensar
Enquanto me estavam a enganar
Chorei lágrimas de desespero
Quando quis mais e não consegui
Quando por tudo e por nada sorri
Fazia-me doer, ardia-me por dentro
Mas por fora, não havia sofrimento
Chorei lágrimas de angústia
Quando soube que era assim
Tive medo de perder
Acabei por esquecer
Pois seria o melhor para mim
Chorei lágrimas falsas
Quando chorei por ti
Lágrimas que não acabavam
Com o tanto que vi e ouvi
Hoje não tenho lágrimas
Não tenho porque chorar
São águas corridas que desejo abandonar
Levo as minhas lágrimas, não sei onde as encontrar
Chorei lágrimas, irei chorar
Mas algo que sei e que vi
Sei que não serão mais por ti.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
E agora...sou Feliz.
E agora és Feliz
Vês o mundo melhor
Tudo em teu redor
E agora sentes-te bem
Sentes que tudo passou
Nada mais é um vai-vem
E agora sentes-te
Agora e até sempre
Serás mais presente
Mais serenamente
Por aqui ficarás
E agora
Já sabes
Nada mais nesse mundo te diz
O que sabes
É que és Feliz.
Vês o mundo melhor
Tudo em teu redor
E agora sentes-te bem
Sentes que tudo passou
Nada mais é um vai-vem
E agora sentes-te
Agora e até sempre
Serás mais presente
Mais serenamente
Por aqui ficarás
E agora
Já sabes
Nada mais nesse mundo te diz
O que sabes
É que és Feliz.
sábado, 31 de julho de 2010
Desilusão.
Renasci
Com a presença da desilusão
E a ausência do perdão
E agora vou com o vento
Para onde ele me levar
Abri a caixa errada
Assim, voltarei a fechar
Dói-me o coração
Desta desilusão
Sugarem a gotas da alma
Uma a uma, cegamente
São facas surdas
Noites brancas e dias cinzentos
Aos olhos mais atentos
Custa-me no coração
Dói-me no coração
Esta desilusão.
Com a presença da desilusão
E a ausência do perdão
E agora vou com o vento
Para onde ele me levar
Abri a caixa errada
Assim, voltarei a fechar
Dói-me o coração
Desta desilusão
Sugarem a gotas da alma
Uma a uma, cegamente
São facas surdas
Noites brancas e dias cinzentos
Aos olhos mais atentos
Custa-me no coração
Dói-me no coração
Esta desilusão.
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Mais um Dia.
Olho para o meu ombro
Vejo um futuro a passar com ideias para lembrar
E cresço e cresci
Aprendi
Em frente pude andar
Linha recta para nunca hesitar
Choro minutos, sorrio instantes
Momentos que parecem bastantes
E volto a andar
Volto a sonhar
Embora lembranças não levem a esperanças
Resguardo o meu futuro para me salvar
E hoje vejo-me aqui sem nada a temer
Com tanto para pensar e ainda mais para escrever
Vejo tudo na minha presença
Noites e dias para viver
Guardo a vida com esperança
De hoje que alguém me lança
Mais um dia para respirar
Mais um dia para viver!
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Simplesmente...maravilhoso.
"Tua caminhada ainda não terminou....
A realidade te acolhe
dizendo que pela frente
o horizonte da vida necessita
de tuas palavras
e do teu silêncio.
Se amanhã sentires saudades,
lembra-te da fantasia e
sonha com tua próxima vitória.
Vitória que todas as armas do mundo
jamais conseguirão obter,
porque é uma vitória que surge da paz
e não do ressentimento.
É certo que irás encontrar situações
tempestuosas novamente,
mas haverá de ver sempre
o lado bom da chuva que cai
e não a faceta do raio que destrói.
Tu és jovem.
Atender a quem te chama é belo,
lutar por quem te rejeita
é quase chegar a perfeição.
A juventude precisa de sonhos
e se nutrir de lembranças,
assim como o leito dos rios
precisa da água que rola
e o coração necessita de afecto.
Não faças do amanhã
o sinônimo de nunca,
nem o ontem te seja o mesmo
que nunca mais.
Teus passos ficaram.
Olha para trás...
mas vai em frente
pois há muitos que precisam
que chegues para poderem seguir-te."
Charles Chaplin
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Noites, dias.
Noites, dias
Passam mais rápido
Se te vir
Sem te ver
Dias, noites
Um dia vens
Outro foste
Noites e dias
Não quis o que querias
Sem te sentir
Sem te perder
Dias e noites
Foram como nuvens
Que passaram a correr
Ou chegaram a morrer?
Noites, dias
Quando me rias
Quando me chorei
Porque te amei?
Porque nunca te quis esquecer.
Foram dias? Talvez noites.
Noites? Eram de dia.
O que eu faria
Para te voltar a ver.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Saudade.
Foram caminhos paralelos
Tornaram-se perpendiculares
Estava eu no chão
E via tu voares
Em terra batida fiquei
A saudade me apertou
Mas quando tu voaste
Tudo o vento levou
Sinto em mim a chama
De uma fogueira ateada
Sinto dentro um tudo
E ao mesmo tempo um nada
Fico-me pelos teus beijos
Solto as minhas mãos
Quero-te comigo
Sinto caminhos tão vãos
O fardo que me apegaste
A sombra do meu respirar
Prometeste-me o mundo
E nunca me abandonar
O calor é frio
A noite tão quente
Partiste deste lugar
Tão subitamente
Aqui me fico olhando
Para uma imensidade
Sem esperança nem prazer
Com desgosto e verdade.
Tornaram-se perpendiculares
Estava eu no chão
E via tu voares
Em terra batida fiquei
A saudade me apertou
Mas quando tu voaste
Tudo o vento levou
Sinto em mim a chama
De uma fogueira ateada
Sinto dentro um tudo
E ao mesmo tempo um nada
Fico-me pelos teus beijos
Solto as minhas mãos
Quero-te comigo
Sinto caminhos tão vãos
O fardo que me apegaste
A sombra do meu respirar
Prometeste-me o mundo
E nunca me abandonar
O calor é frio
A noite tão quente
Partiste deste lugar
Tão subitamente
Aqui me fico olhando
Para uma imensidade
Sem esperança nem prazer
Com desgosto e verdade.
quarta-feira, 24 de março de 2010
Infelizmente.
Felizmente, há esperança
Não sei mais onde procurar
Felizmente trouxe a lembrança
De nunca te deixar
Sobe bem alto
Faz deste monte tua casa
Olha-me no fundo
Perde-te no mundo
És uma sonhadora
Iludes-te seriamente
Felizmente será assim
Infelizmente
Não será diferente.
Não sei mais onde procurar
Felizmente trouxe a lembrança
De nunca te deixar
Sobe bem alto
Faz deste monte tua casa
Olha-me no fundo
Perde-te no mundo
És uma sonhadora
Iludes-te seriamente
Felizmente será assim
Infelizmente
Não será diferente.
Lua, estás tão alta.
Um sonho não se explica
Pois não sei como o começar
Pois começa na tua mão
E termina no teu olhar
Trazer de longe esse Luar
Marés-vivas de prazer
Estou perdida entre as estrelas
Só tu, Lua, me podes recorrer
E um dia sonhei tão alto
Tão alto que te encontrei
Ó Lua que estás tão longe
Será que desta vez te achei?
E se fosses tão pequena
Que coubesses na minha mão?
És a luz da minha alma
E o brilho do meu coração.
quinta-feira, 18 de março de 2010
Beleza.
A beleza é a certeza
De que um dia o Sol se põe outra vez
E alguém irá nascer
E outro irá crescer
Mais um pouco, mas sempre
A beleza é o olhar para trás
E recusar para as coisas más
Só assim pode esquecer
E nada assim poderá perder
A beleza é o sonho que aterra
E o prazer despertado
De um beijo acabado
Ou de um caminho começado
A beleza é a folga
Que nos despeja num ciclo profundo
Tão condenado
Mas tão perdoado
Mas vejamos o outro lado
A beleza é a certeza
De um fim alterado.
De que um dia o Sol se põe outra vez
E alguém irá nascer
E outro irá crescer
Mais um pouco, mas sempre
A beleza é o olhar para trás
E recusar para as coisas más
Só assim pode esquecer
E nada assim poderá perder
A beleza é o sonho que aterra
E o prazer despertado
De um beijo acabado
Ou de um caminho começado
A beleza é a folga
Que nos despeja num ciclo profundo
Tão condenado
Mas tão perdoado
Mas vejamos o outro lado
A beleza é a certeza
De um fim alterado.
quinta-feira, 11 de março de 2010
O Tempo.
Se me perguntares
Quanto tempo vou durar
Responder-te-ei, o tempo que achar
Pois o tempo não se acha
Não se pode procurar
O tempo vem, não volta
E acaba por se perder
Vivemos num tempo
Saímos a tempo
Quero encontra-lo
Quero abraçá-lo
E quando ele voltar
Nunca mais o quererei agarrar.
sexta-feira, 5 de março de 2010
Desci até à Lua.
Quando andava de monte em monte
Notei o clima dessa tarde
O calor a brotar na face
Como símbolo de vaidade
E então subi uma nuvem
Que me levou mais alto
Afastando-me do planalto
Era apenas vapor, traduzindo a dor
Saltei de pedra em pedra
Procurando um caminho
Mas procurei devagarinho...
E então encalhei
Desci até à Lua
E por ali fiquei.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Canta, dor.
Se a dor cantasse
Cantaria tão alto
Que mais ninguém escutasse
Seria o som mudo
E o grito agudo
Seria falsa e verdadeiramente
A dor emergente
Se a dor falasse
Assim eu a pressionasse
Seria mais escuro que a noite
Escuro como escuridão
E assim a escuto
Com toda a atenção
Dentro do coração
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Então, aconteceu.
Então, as suas lágrimas
Formaram-se em gotas do oceano
Então, os seus cabelos
Tornaram-se longos como o engano
E então ali estava
Sozinha no desgosto
Não por pura liberdade
Mas por puro encosto
Forma-te rio sereno
Junta-te a este caminho
Encontro-me tão distante
E de ti, tão sozinho.
Formaram-se em gotas do oceano
Então, os seus cabelos
Tornaram-se longos como o engano
E então ali estava
Sozinha no desgosto
Não por pura liberdade
Mas por puro encosto
Forma-te rio sereno
Junta-te a este caminho
Encontro-me tão distante
E de ti, tão sozinho.
Quem me dera...
Quem me dera poder navegar
Nesse teu profundo olhar
Onde mais ninguém podia ir
Subir à mais alta nuvem
Ver tudo tão longe de nós
Mais ninguém o podia sentir.
Oh, mar!
Oh mar, atira-me o teu sal
Deixa-mo sentir na pele, sabor das conchas
Oh, aquelas que foram e não voltam
Aquelas que a saudade apanhou
Mas que hoje voam
Oh mar, atira-me o teu mundo vivo
Pois mantém-me viva a mim
Mesmo que esse mar fique
Não ficarei eu assim
Oh mar, atira-me essa pureza
Esse dom de beleza
Que guardas dentro de ti.
Lágrimas de um Rio.
Lágrimas de um rio
São lágrimas de santos pecados
Água da fonte da minha alma
Água vinda de rios parados
Noites de chuva, em que o rio drena a paz
Em que o destino traz
A triste…madrugada
Repousar uma barca em seu caminho
Não me posso sentir sozinho
Tudo passa, pelo rio
Quero sentir essa corrente
Sentir que não estás ausente
Deito ao rio, esse vento
Quantas chuvas passarão
Nesse rio que é tão são
Que anda ao sabor do tempo
Lágrimas de tal rio, passam-me num arrepio
Lavo minha alma com tais lágrimas de calma
Dorme agora, paixão
Amanhã o rio volta.
Brisa.
Abre uma janela
Sentes essa brisa de medo?
Essa brisa tão fria como as pessoas?
Essa brisa que te gela o coração?
Essa brisa que precisa sempre de algo mais quente?
Essa brisa que entra mas também pode sair?
Essa brisa que voa pela tua casa e invade os sentimentos?
Essa brisa tão vasta como o mundo que te rodeia?
Essa brisa tão difícil de agarrar e tão pouco controlar?
Essa brisa tão curta que tens medo de perder?
Essa brisa tão comprida que nunca te fez esquecer?
Essa brisa…
Apenas te avisa.
Sentes essa brisa de medo?
Essa brisa tão fria como as pessoas?
Essa brisa que te gela o coração?
Essa brisa que precisa sempre de algo mais quente?
Essa brisa que entra mas também pode sair?
Essa brisa que voa pela tua casa e invade os sentimentos?
Essa brisa tão vasta como o mundo que te rodeia?
Essa brisa tão difícil de agarrar e tão pouco controlar?
Essa brisa tão curta que tens medo de perder?
Essa brisa tão comprida que nunca te fez esquecer?
Essa brisa…
Apenas te avisa.
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