Criámos um mundo só nosso
Era de pedra, forte como pedra
Suficientemente rijo
Para nunca ser abatido
Era de lã, suave como lã
Para juntos nos deitarmos
Até à próxima manhã
Era de fogo, persistente como fogo
Para que podesse arder
Até o próximo amanhecer
Era como música, suave como música
Para que essa melodia
Nunca perdesse a sua sinfonia
Era doce, como um beijo
Para começar num abraço
E perder-se num desejo
Era o que mais queríamos
Era como o que queríamos
Um mundo contigo, um mundo nosso
Onde podíamos sonhar
Sonhar até acordar.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Nostalgia.
Senta-te comigo
Sentes o que eu sinto?
Aquele perfume do nosso abraço
Aquele sabor do nosso beijo
Lembras-te?
Do nosso carinho, da nossa alma
Da paz sentida e ressentida
Dos caminhos atravessados
Nunca cruzados
E agora relembras-te?
Das noites contigo
Dos dias cinzentos
E das manhãs tão claras
Das tardes tão pintadas
Das discussões travadas
E pensa...
Nas palavras guardadas
Das faces coradas
Quando éramos nós
Ainda imaginas?
As nossas conversas fiadas
De momento acabadas
E pouco relembradas
E agora, olha para mim
Sente esta alegria
Que apesar de tudo
O vento ter levado
Para mim, estará sempre aqui
Nesta enorme nostalgia.
Sentes o que eu sinto?
Aquele perfume do nosso abraço
Aquele sabor do nosso beijo
Lembras-te?
Do nosso carinho, da nossa alma
Da paz sentida e ressentida
Dos caminhos atravessados
Nunca cruzados
E agora relembras-te?
Das noites contigo
Dos dias cinzentos
E das manhãs tão claras
Das tardes tão pintadas
Das discussões travadas
E pensa...
Nas palavras guardadas
Das faces coradas
Quando éramos nós
Ainda imaginas?
As nossas conversas fiadas
De momento acabadas
E pouco relembradas
E agora, olha para mim
Sente esta alegria
Que apesar de tudo
O vento ter levado
Para mim, estará sempre aqui
Nesta enorme nostalgia.
domingo, 16 de janeiro de 2011
Mágoa.
Este sentimento
Que tanto guardo por dentro
E fico sempre atenta
Para quando ele chegar
Fico-me no canto
Cantando as minhas canções
Suspirando mil perdões
Por alguém que não vi mais voltar
As noites esquecidas
E os dias tão contados
Foram meias medidas
Que cometaram tantos pecados
Enches de ausência a tua voz
Falas tão ruidosamente
Saí de um sonho esquecido
Que noutr'hora era alguém tão doente
Enfim sós, como diziam
Lá de longe na rua gritava
Quanto mais profunda era a dor
Menos lágrimas eu derramava
Assim me fiz alguém
Que nunca mais voltou
Sentiu no seu coração
Quem mais fundo lhe magoou.
Que tanto guardo por dentro
E fico sempre atenta
Para quando ele chegar
Fico-me no canto
Cantando as minhas canções
Suspirando mil perdões
Por alguém que não vi mais voltar
As noites esquecidas
E os dias tão contados
Foram meias medidas
Que cometaram tantos pecados
Enches de ausência a tua voz
Falas tão ruidosamente
Saí de um sonho esquecido
Que noutr'hora era alguém tão doente
Enfim sós, como diziam
Lá de longe na rua gritava
Quanto mais profunda era a dor
Menos lágrimas eu derramava
Assim me fiz alguém
Que nunca mais voltou
Sentiu no seu coração
Quem mais fundo lhe magoou.
domingo, 2 de janeiro de 2011
Esquece.
Fecha os olhos
E esquece tudo o que sabes
Esquece tudo o que conheces
E tudo o que percebes
Esquece o que passaste e sentiste
Esquece o que somos e podemos ser
Esquece o medo de vir a perder
As lágrimas, os sorrisos e as lembranças
Esquece todas as esperanças
Que desaparecem ao amanhacer
Iludem ao anoitecer
Esquece desde hoje até amanhã
Esquece o que podia acontecer.
E esquece tudo o que sabes
Esquece tudo o que conheces
E tudo o que percebes
Esquece o que passaste e sentiste
Esquece o que somos e podemos ser
Esquece o medo de vir a perder
As lágrimas, os sorrisos e as lembranças
Esquece todas as esperanças
Que desaparecem ao amanhacer
Iludem ao anoitecer
Esquece desde hoje até amanhã
Esquece o que podia acontecer.
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