Acendi uma Fogueira
Naquela manhã de Inverno
E senti o Fogo a segura-la
O quente que se espalhava
Como que nada atirava
E ateei o Fogo, mais do que esperava
As chamas invadiram o ar
Já nada mais podia pedir ou esperar
Era tudo o que queria e quis tentar
E ateei o Fogo, esse que não queimava
Que mais tarde se fez sentir, e logo me espantava
Ardia-me as mãos e os pés
Queimava-me e queimava-me outra vez
Não quis mais atear o Fogo,
Irreconhecível que estava e estalava
Agora que apenas por cinzas espreitava
Mas soube que em tempos me pôde aquecer
Deixou-me uma marca que nunca pude esquecer
Senti o seu calor
Senti-o na minha mão
Mas mais do que qualquer parte do corpo
Sentia-o no coração.
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