Nessa noite escura de Verão
Serei eu e a solidão
Sentadas na beira de uma janela
Num compasso de espera
E sem espaço para a razão
Vejo esse caminho
Onde caminho tão só
Serei eu e a solidão
Vastidão em pó
Aperceber-me do que me espera
Da noite tão fria e bera
Que me abandonou
E me chamou de fera
Partilhamos momentos de inquietude
De pausa e de virtude
Longe de onde estamos
Ainda mais de quem somos
Não me vejo sozinha, apesar da solidão
Vejo eliminada, toda e qualquer ilusão
Pois nada preenche o vazio
Senão eu…com a minha mão
Quem somos? Onde estamos?
Quem nunca pouco saberá
Sei que procuro o que sozinha consigo
Uma imagem, uma sombra
Um verdadeiro amigo.
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