domingo, 28 de setembro de 2014

Sono.

Limpa as lágrimas,
Colhe a alma,
Pensa e reage,
Pois as dúvidas são vagas
E as certezas, mentiras secas
Que me prometeste
E fizeste cumprir.
Desaparece, longe e tão perto
Como num deserto, de coração fechado,
E tão resguardado, pouco sentido.
Lava-me as mãos e tira-me a saudade.
Pois durmo num silêncio cortante,
E assim morro,
Num berço de saudade.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Mar Negro

Corajosa e lutadora. Eras tão bonita e tão especial para tantos. Quero não acreditar, mas afinal, quem deseja acreditar em pesadelos senão enquanto dormimos? Onde não passam de simples pensamentos irrealistas? Simples nevoeiro, ilusão e ventos fracos. 

Mas hoje o pesadelo tornou-se real. Hoje estás com as estrelas. Quero agradecer-te pelas tuas palavras, pelos teus gestos, pelos momentos que passámos ao longo dos 3 anos na nossa faculdade e no nosso curso. 

Convivemos dia-a-dia e serás sempre guardada nas minhas melhores recordações académicas e pessoais. 

Foste a "Arruaçeira", lutaste até ao fim. Foste maravilhosa. De mim, e de todos os teus colegas e amigos de faculdade, agora nos despedimos, mas não para a eternidade, pois continuas connosco, estejas onde estiveres. 

Custa muito saber. Custa muito acreditar. Minha querida Catarina Soares - serás sempre lembrada na memória de todos. 

Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias 

Turismo

Foi um sopro
Um arrepio, simples
Embora tão forte
Descansa, estamos aqui
Obrigada.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Loving You.

I can’t realize what you did to me
Was it faith or destiny?
Now I just ask you “stay with me”
Maybe someday we’ll find our way
Through paths we both share
But for now I want you to know
It’s with you I wanna go
Far longer than forever
I’m sorry for the bad words
It’s hurting you what it hurts the most
The way I want you, the way I think of you
Makes me smile, makes me desire
You give me little drops of heaven
I just hope you feel the same
Part of my heart, part of my soul
You’re my own little world
I hope to embrace forever
You shine through your eyes
Your smile heats me every day'n'night
Because love is a gift
A story to tell, to live
And my heart can’t stand one night
Without listening your tales
Loving you will be always
Loving you will be forever.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Paciência.

Já não tenho paciência. Paciência para situações tão pequenas, tão indiferentes. Para pessoas sem valor e sem bases ou pernas para se apoiarem. Esgotei a paciência para pormenores, para pequenas formigas. Paciência para ficar à espera que algo aconteça, quando tenho plena consciência que nada vai acontecer. Paciência para continuar a insistir naquilo que nem importância merece ou para aquilo que nem vale o tempo perdido. Perdi a minha paciência, para coisas sem riqueza, sem espírito ou alma. Não me vou preocupar ou tentar entender aquilo que para mim não faz sentido. Esgotei as palavras, as teorias ou práticas. É tão simples quanto apagar ou desintegrar. Perdi a paciência para margens exageradas, para desentendimentos mais do que entendidos. Abro os olhos para aquilo que me guia, que me faz sentir viva. Tudo o resto, é conversa. Tudo o resto, assim passa e volta a passar. Ao lado, por cima, por baixo. Não na minha direcção. Perdi a paciência para pequenas futilidades e controvérsias. Não me vou, não me quero chatear. Tudo acontece e desaparece. Não me vou mais preocupar com novas maneiras de me provocar dores de cabeça. Essas chegam naturalmente. Não me quero deixar levar, quero pensar e duvidar. Mas sem paciência para quando algo me abalar. Abala-me, afasto-me, pois assim perdi a paciência. Sei que existe quem mereça, sei que existe alguém ou algo por quem lutar. Mas gestos sentem-se e assim me sento, reflectindo, até que ponto me deverei importar. Já não tenho paciência para a paciência que em tempos tomou o meu lugar.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Quem és?

Quem és?
Quem poderás ser?
Alguém, ninguém
Serei eu sentida também?
Não te conheço,
Quero conhecer, quero ouvir
O que tens para me dizer
De longe, para perto
Assim sinto que me é correcto
Não irei mais fingir
Estarei apenas atenta a sentir
Quero-te comigo.
Como meu amigo?
Como um perigo
Quem és?
És quem me chama
Mas porquê?
Quem serás?

sábado, 22 de outubro de 2011

Quantas vezes?

Abro os braços a quem me chama
A quem me ouve, a quem me ama
Quantas vezes sorri assim?

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Término de uma Lágrima.

Porquê?
Saber que nada mudou
Embora tudo assim tenha mudado
Abrir um livro de páginas pegadas
Por cada uma lida, cada uma rasgada
Pensar que sim, quando sempre foi não
Fechar a boca, não falar, não confessar
Não admitir, não amar
Fazer de conta, vivendo num abismo
No qual tanta dor, tanto egoísmo
Assim se notam, se transformam
Voltam a lutar
Ser levado na sombra, pelo medo engolido
Pela verdade que assombra
Um desejo tão perdido
Um amor tão esquecido
Nada mais sobra, tudo ficará pó
Renasce das cinzas aquilo que o tempo levou
Faz-se à estrada, um longo matagal
Por cada pisada igual, por cada afundanço
Sem qualquer balanço
Viras a próxima rua
Já não encontras nua
Essa mulher tão amada
Que em tempos rejeitada, se lançou à estrada
Caminhou pelas montanhas
Pelo tempo mais tenebroso
Que chorou rios de lágrimas
Lavando-as em folhas de árvores de Primavera
Sarou a sua ferida
Que toda ela comida
Despertou ao seu encanto
À sua paixão, ao seu mundo
Que tão profundo
Sorriu abertamente, ardentemente
Cansaço, pura exaustão
Foram as marcas varridas
Agora nunca relembradas
Agora para sempre esquecidas.