quarta-feira, 24 de março de 2010

Infelizmente.

Felizmente, há esperança
Não sei mais onde procurar
Felizmente trouxe a lembrança
De nunca te deixar
Sobe bem alto
Faz deste monte tua casa
Olha-me no fundo
Perde-te no mundo
És uma sonhadora
Iludes-te seriamente
Felizmente será assim
Infelizmente
Não será diferente.

Lua, estás tão alta.


Um sonho não se explica
Pois não sei como o começar
Pois começa na tua mão
E termina no teu olhar
Trazer de longe esse Luar
Marés-vivas de prazer
Estou perdida entre as estrelas
Só tu, Lua, me podes recorrer
E um dia sonhei tão alto
Tão alto que te encontrei
Ó Lua que estás tão longe
Será que desta vez te achei?
E se fosses tão pequena
Que coubesses na minha mão?
És a luz da minha alma
E o brilho do meu coração.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Beleza.

A beleza é a certeza
De que um dia o Sol se põe outra vez
E alguém irá nascer
E outro irá crescer
Mais um pouco, mas sempre
A beleza é o olhar para trás
E recusar para as coisas más
Só assim pode esquecer
E nada assim poderá perder
A beleza é o sonho que aterra
E o prazer despertado
De um beijo acabado
Ou de um caminho começado
A beleza é a folga
Que nos despeja num ciclo profundo
Tão condenado
Mas tão perdoado
Mas vejamos o outro lado
A beleza é a certeza
De um fim alterado.

quinta-feira, 11 de março de 2010

O Tempo.


Se me perguntares
Quanto tempo vou durar
Responder-te-ei, o tempo que achar
Pois o tempo não se acha
Não se pode procurar
O tempo vem, não volta
E acaba por se perder
Vivemos num tempo
Saímos a tempo
Quero encontra-lo
Quero abraçá-lo
E quando ele voltar
Nunca mais o quererei agarrar.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Desci até à Lua.


Quando andava de monte em monte
Notei o clima dessa tarde
O calor a brotar na face
Como símbolo de vaidade
E então subi uma nuvem
Que me levou mais alto
Afastando-me do planalto
Era apenas vapor, traduzindo a dor
Saltei de pedra em pedra
Procurando um caminho
Mas procurei devagarinho...
E então encalhei
Desci até à Lua
E por ali fiquei.